This Will Destroy You

abril 27, 2010 by

This Will Destroy You é uma banda de post-rock de San Marco, no Texas. É formada pelos guitarristas Chris King e Jeremy Galindo, o baixista Donovan Jones e o baterista Alex Bhore (substituindo Andrew Miller, da formação original).
Lançaram seu primeiro EP ainda em 2005, ano de formação da banda. Young Mountain foi bem recebido pela crítica e possui as faixas mais ouvidas pelos fãs no last.fm do grupo. O primeiro álbum do TWDY saiu em 2008 e soa um pouco mais instrospectivo, mas sem perder a qualidade.

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01. "Quiet" – 4:53
02. "The World Is Our ___" – 7:12
03. "I Believe in Your Victory" – 6:32
04. "Grandfather Clock" – 2:37
05. "Happiness: We’re All in It Together" – 8:34
06. "There Are Some Remedies Worse Than the Disease" – 6:18

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01. “A Three-Legged Workhorse” – 9:12
02. “Villa Del Refugio” – 7:06
03. “Threads” – 5:41
04. “Leather Wings” – 3:30
05. “The Mighty Rio Grande” – 11:18
06. “They Move on Tracks of Never-Ending Light” – 6:59
07. “Burial on the Presidio Banks” – 7:43

Tunnel Blanket, o segundo álbum, está previsto para ser lançado no próximo mês.

Ele já atravessou todos os oceanos do mundo, Constantina

março 27, 2010 by

Uma música de 10 minutos que é simplesmente incrível do início ao fim. É tanta felicidade e alegria numa só música, difícil de acreditar. Ele já atravessou todos os oceanos do mundo é de uma banda brasileira: constantina.

Nesse caso, a música vale tanto mais que qualquer palavra, simplesmente pare de ler e dê o play logo.

Placebo: Meds (2006)

março 6, 2010 by

Lançado no primeiro semestre de 2006, Meds é o quinto álbum da banda que não tem um país de origem já que seus três membros são de países distintos. O álbum se caracteriza pelos ótimos vocais de Brian Molko (o vocalista andrógino bissexual da banda) e pelo clima melancólico das músicas.

Album Art

A primeira faixa do álbum, que dá nome ao trabalho, conta com a participação da cantora Alisson “VV” Masshart (The Kills). A música fala sobre drogas e toda essa viagem que é. O clipe mostra muito bem isso.
A quarta faixa, Space Monkey, apresenta dois vocais do Molko. Em parte da música a voz dele está com um desses efeitos de computador, de edição, cantando a parte mais lenta da letra. Os refrões da faixa são cantadas com a voz normal do vocalista. Percebe-se uma batida eletrônica durante todo o álbum. Um eletrônico saudável. Leve.
Follow The Cops Back Home, a quinta faixa, é mais cadenciada, easy listening. A partir da sétima faixa temos uma ótima sequência no disco. Because I Want You fala sobre o medo de ficar sozinho. Tem um bom ritmo, as guitarras são bem audíveis, assim como a bateria e até mesmo o baixo. Blind, a música seguinte, é minha faixa preferida desse álbum. Uma balada “disfarçada”. Trecho da letra:

If I could tear you from the ceiling
And guarantee a source divine
Rid you of possessions fleeting
Remain your funny valentine

Pierrot the Clown é o que chamam de mellow. Música lenta com instrumental harmonioso e vocal suave. Uma balada fácil, quase radiofônica. A décima faixa, Broken Promise, tem a participação do Michael Stipe (R.E.M) nos vocais. É aquela música que começa sonolenta e acorda no refrão. Dá pra perceber algumas distorções de guitarra ao decorrer da música. Stipe faz um bom trabalho, vejam só que surpresa.
Nas últimas faixas o álbum perde força. Mas até chegar lá ele já tem ganho meu respeito.

01. "Meds" – 2:55
02. "Infra-Red" – 3:15
03. "Drag" – 3:21
04. "Space Monkey" – 3:51
05. "Follow the Cops Back Home" – 4:39
06. "Post Blue" – 3:11
07. "Because I Want You" – 3:22
08. "Blind" – 4:01
09. "Pierrot the Clown" – 4:22
10. "Broken Promise" – 4:20
11. "One of a Kind" – 3:20
12. "In the Cold Light of Morning" – 3:52
13. "Song to Say Goodbye" – 3:36

Meds.

Mechanical Bull Rider, Ghosts & Vodka

janeiro 29, 2010 by

Tenho um apreço especial por essas músicas onde os acordes e notas iniciam disputam espaço sonoro com ruídos semelhantes a um rádio que não está bem sintonizado. Mechanical bull rider começa e termina assim.

Inicialmente o riff da introdução é quase que inteiramente ofuscado pela péssima sintonização que o pessoal deu no rádio lá do estúdio. Então o cara acerta a estação e o riff é tocado sem barulhos no fundo. E se você conhece ghosts & vodka, sabe o jeito agradável que a música surrada e por vezes agressiva evolui. Especialmente nessa faixa, não há riffs simples de algumas notas ou de poucos acordes, não, o que eu considero o verso da música é composto de solos de guitarra. Obviamente que não chegam perto dos solos intermináveis e aclamados de grandes bandas, mas é um digno e bonito solo de math rock.

Então, como quem cansou dos solos, um riff moderadamente pesado toma conta das guitarras e é tocado em loop até que, muitos segundos depois, é substituído novamente pelos ruídos estranhos que, dessa vez, são bem mais altos que no início. Por uma vez os instrumentos voltam ao seu lugar, mas por pouco tempo, pois no final quem realmente vence são os ruídos.

Mechanical Bull Rider faz parte do disco Precious Blood, de 2001.

The view from this tower, Faraquet

janeiro 23, 2010 by

Tem bandas e músicas que de tão inovadoras que são, tem a capacidade de mudar todo um gosto musical da água para o vinho, do pagode para o heavy metal, por exemplo. A música que felizmente me fez sair do surrado punk-rock executado pelo blink-182, green day e demais bandinhas que pouco de bom trazem foi The View From This Tower, da pouco conhecida Faraquet.

Pode parecer, e certamente irá parecer, idiota dizer que fica difícil estabelecer um estilo musical para a música (e para a banda), mas acredite que é. O faraquet é uma das bandas que ficam no meio de tantos estilos e é tão impressionante o que apenas três caras fazem com uma bataria, um baixo e uma guitarra. Pois veja bem, as antigas bandas que faziam a minha vida, o Green Day e o Blink-182, também possuem três membros e fazem um som infinatemente inferior.

A música que dá nome ao único álbum de inéditas da banda de Washington, inicia com cerca de dois ou três riffs principais sendo executados repetidamente até pouco depois dos três minutos de música (5:56 no total) que é quando os instrumentos se acalmam e se juntam ao vocal.

Ao final da pequena letra, os três instrumentos entram quase que numa disputa para decidir qual o melhor. Em primeiro a bateria aproveita o espaço deixado entre um riff e outro e faz diferentes batidas. Ao término disso, o riff se acelera e o silêncio entre cada batida diminui. Acelerando, acelerando até que, como se os músicos estivessem se atrofiando, as notas e os acordes vão se definhando e é assim que a música acaba: com notas por vezes mal tocadas, fora de ordem e de ritmo.

É assim que acaba uma das melhores músicas que conheço. Faço questão de ouví-la de olhos fechados. Experimente!

Meaningless (2001), Jon Brion

janeiro 21, 2010 by

Meaningless 
O álbum se inicia com canções harmônicas mais aceleradas e com os costumeiros backin’ vocals do próprio Brion. Ruin My Day é a primeira balada do álbum e nos conta a difícil situação de se esquecer alguém.

I don’t easily forgive like I used to
And I seldom get carried away
No you don’t have the pull that you used to
But you can still ruin my day
Oh you can still ruin my day

O clima inicial das três primeiras faixas é resgatado com Walking Through Walls que logo cede lugar para Trouble, minha favorita do álbum, onde Brion está se sentindo uma merda:

There’s a conversation
We’re about to have
And it’s full of twists and turns
Half truths and vague concerns
From one who never learns
To one who never learns
And I never learn.

Here’s the face of trouble.

Same Mistakes e Voices são as faixas que fecham o álbum. Segue trecho de Voices (um cover da banda de hard rock Cheap Trick):

I’m a fool again
I fell in love with you again
Please can I see you every day?

A menor faixa e a mais longa. A primeira, praticamente acústica. A segunda, com o maior número de instrumentos e ruídos possíveis. Ambas falando sobre amores.

Jon Brion é um dos artistas mais entendidos sobre o que a música é capaz de proporcionar à quem a ouve. Ele é responsável por diversas soundtracks de filmes como Magnolia (1999), Punch-Drunk Love (2002), Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004) e I Heart Huckabees (2004), além de ter produzido álbuns de artistas do porte de Elliott Smith, Spoon, Fiona Apple, Keane e Of Montreal.
Meaningless é o único álbum solo dele.

01. "Gotta Start Somewhere" – 4:13
02. "I Believe She’s Lying" – 3:26
03. "Meaningless" – 3:23
04. "Ruin My Day" – 3:49
05. "Walking Through Walls" – 5:49
06. "Trouble" – 3:29
07. "Hook, Line and Sinker" – 4:25
08. "Dead to the World" – 2:21
09. "Her Ghost" – 4:12
10. "Same Mistakes" – 1:57
11. "Voices" – 7:32

This Station Is Non-Operational, At the Drive-In

janeiro 16, 2010 by

Se você tem um certo gosto pelo que costumam chamar de post-hardcore, você precisa conhecer o trabalho mais memorável. This Station Is Non Operational é um trabalho perfeito, excepcional. Ele exprime em 18 faixas o que existe de melhor e mostra a fórmula perfeita para boas músicas desse estilo sonoro.

O At the Drive-In (ATDI) se dividiu em 2001. Uma parte da banda formou o Sparta. A outra parte – a parte que realmente estruturava o ATDI – fundou o The Mars Volta, uma banda de rock psicodélico muito cultuada. Cedric Bixler-Zavala, o ex vocalista, e Omar Rodriguez-Lopez, o ex guitarrista solo, do ATDI são essas duas peças importantes.

Cedric, o cara dos vocais, tem todo um jeito de extrema agressividade e movimentação de palco. Sua presença de palco é única, diria até que é inigualável. Além disso, no meio do post-hardcore, é bastante incomum a banda possuir bons vocais agressivos e bonitos. Porém, Cedric faz isso com muita beleza. Parecendo sem se esforçar muito, ele alterna, de uma frase para outra, do grito, do berro para o melodioso.

Já o habilidoso guitarrista Omar Rodriguez-Lopez solta, no ATDI, uma das linhas de guitarra mais nonsense, ritmada e, por vezes, estranha que já ouvi na vida.

Obviamente quem faz a banda é o conjunto. Mas sem esses dois, certamente o ATDI não teria chegado onde chegou.

This Station Is Non Operational é uma espécie de coletânea que reúne diversos sucessos. Dentre eles vale citar: fahrenheit e one armed scissor (provavelmente as mais conhecidas), napoleon solo (a que mais gosto de tocar), metronome arthritis (QUE BATIDA!), 198d (a música calma), enfilade (a mais louca) e this night has opened my eyes (cover do Smiths, o melhor cover já ouvi até hoje, na minha opinião).

Have You Passed Through This Night?, Explosions in the Sky

janeiro 15, 2010 by

Com pouco mais de 7 minutos de duração, essa provavelmente é a única faixa do Explosions in the Sky que tenha letra.

This great evil – where’s it come from?
How’d it steal into the world?
What seed, what root did it grow from?
Who’s doing this?
Who’s killing us, robbing us of life and light, mocking us with the sight of what we mighta known?
Does our ruin benefit the earth, aid the grass to grow and the sun to shine?
Is this darkness in you, too?
Have you passed through this night?

Nos primeiros segundos da faixa parece que ouvimos um trovão ou coisa semelhante pra depois ser iniciado todos aqueles efeitos instrumentais contínuos que sempre me fazem pirar quando ouço post-rock. A letra existencialista e apocalíptica (?) é recitada em voz baixa, como se fosse um sussurro. Ao término da letra, os acordes da guitarra preparam a entrada das primeiras batidas fortes de bateria, que por sua vez prepara a entrada de mais guitarras, dessa vez com um som pesado.
A música se encaminha de tal forma que fica com um ar “épico”, desses que funcionam muito bem como soundtrack de batalhas sangrentas e dramáticas nos filmes.
Aos cinco minutos a música dá uma desacelerada. Mas é só um preparativo para o início de um dos melhores finais de músicas da história do post-rock. Umas das coisas mais belas de se ouvir mesmo parecendo, usando as palavras da minha mãe, “um monte de barulho”.

Você pode ouvir a faixa no YouTube, enquanto conhece a capa do álbum “Those Who Tell The Truth Shall Die, Those Who Tell The Truth Shall Live Forever”.

Máfia italiana, Supla (2001)

janeiro 3, 2010 by

Apesar de ser muito lembrado pelo seu clipe mais do que feio (Green Hair), eu sempre gostei de algumas músicas do Supla. Em especial do CD Charada Brasileiro que eu cheguei a comprar. Esse trabalho é lotado de rimas e letras muito bacanas.

Na faixa número 12 do charada brasileiro, o ora rockeiro, ora punk, ora bom moço da sociedade brasileira solta uma de suas melhores composições. E também uma das mais estranhas. A música fala de um relacionamento do querido cantor com uma moça estranha, uma moça que faz parte da máfia italiana. Segundo a bela composição recheada de boas rimas e um ritmo muito bacana, ela se chama Ana no Brasil e Bianca em Hong Kong, ela guarda uma “colt, uma escopeta e farinha” na gaveta.

Por favor, acompanhe os melhores trechos desse clássico brasileiro:

Ela é uma agente da máfia italiana
No Brasil ela se chama Ana
Armada e muito cheia da grana
Com nome sujo ela ainda diz que me ama

A seguir o trecho onde Supla afirma que Ana, a moça cheia de grana e da máfia italiana, é boa de cama. Rimas mil:

Ela é uma agenta da máfia italiana
Em Hong Kong ela se chama Bianca
Armada e muito cheia da grana
E muito muito boa de cama, Ana.

Acredito que essa música é essencial para qualquer um que gosta da boa música feita por brasileiros.

Você pode ouví-la clicando aqui.

Vivadixiesubmarinetransmissionplot (1995), Sparklehorse

dezembro 29, 2009 by

capa

Sparklehorse talvez seja responsável por mais um daqueles álbuns que você coloca no player e ouve até o final. A voz preguiçosa de Mark Linkous é característica essencial das 16 faixas do primeiro disco da banda.

As baladas do “Vivadixies” já revelavam o talento de Linkous na criação desse tipo de som. Sad & Beautiful World, Gasoline Horses, Saturday ou a maravilhosa Spirit Ditch. Cada uma ao seu modo produz aquele efeito “fossa sofá” tão amado por mim.
Heart of Darkness com aquelas distorções típicas de músicas country, boa letra e duração de 1:52 compete com Cow o título de melhor música do álbum. O interessante é o contraste, já que Cow é mais longa (7:15) e tem uma parte instrumental muito mais elaborada.
A radiofônica I Will Treat You Good também merece destaque, principalmente pelo refrão grudento e só “cantável” se você tiver um bom falsete.

1. Homecoming Queen
2. Weird Sisters
3. 850 Double Pumper Holley
4. Rainmaker
5. Spririt Ditch
6. Tears on Fresh Fruit
7. Saturday
8. Cow
9. Little Bastard Choo Choo
10. Hammering the Cramps
11. Most Beautiful Widow in Town
12. Heart of Darkness
13. Ballad of a Cold Lost Marble
14. Someday I Will Treat You Good
15. Sad & Beautiful World
16. Gasoline Horseys

Vivadixiesubmarinetransmissionplot (tentem falar o nome do álbum, é ótimo) é essencial.


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